Caso queira viajar mais ainda na historia, aperte o play.....
A Historia a Seguir é fictícia e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência... ou não...
Ramona deu uma última olhada para o ônibus que desaparecia virando a esquina. O silêncio agora era intenso, nenhum inseto ou animal se atrevia a fazer qualquer barulho. Virou-se para seus três companheiros que agora mantinham os olhos uns nos outros, curiosos. Ninguém soltou um ruído, nem mesmo quando uma brisa gelada saiu do bosque atrás deles misturando-se com o ar quente do ambiente. Tudo que fizeram foi se aproximar…
Nada. Tudo que conseguiram ver acima do pequeno morro de terra que separava a asfalto do bosque foram as árvores se estendendo mais e mais a metida que a situação os deixavam zonzos. Até que ouviram sons! Folhas se mexendo, e não era o vento dessa vez. Todos se afastaram, aos poucos pois a curiosidade era maior que o medo. E o barulho ficava cada vez mais alto, cada vez mais próximo, quando, seguida do suspense da vista das folhas e galhos se mexendo, surgiu, uma pessoa. Ferida? Quando finalmente pode sair do sufoco das árvores, sua exaustão não permitiu nem ao menos uma apreciação. Com um fechar de olhos seu corpo caiu exausto.
Em desespero, Ramona estendeu os braços, segurando o estranho que caiu quase como um pulo.
-Ah! O que?- Soltou quando ganhou equilíbrio suficiente para apoiá-lo no chão.
Ela não conseguiu dizer mais nada. Em seus braços agora estava um garoto visivelmente ferido, sentiu suas mãos tocarem em cortes profundos. Não era mais alto que ela e tinha uma leveza impressionante, aparentava ter a mesma idade. Não podia se concentrar na aparência devido a surpresa, mas percebeu coisas estranhas. Sua pele era muito clara, branca como papel e seus cabelos seguiam o mesmo esquema. Os olhos da menina chegariam a doer se não fosse o líquido vermelho espalhando e misturando-se sobre as vestes medievais de cores neutras e claras, que vinham acompanhadas de uma capa velha e rasgada. Ficou apenas a segurá-lo sem reação enquanto observava os outros se recuperarem da surpresa e começarem a socorrer o ferido.
Ei! Você está bem? O que aconteceu?- Ouviu alguém dizer enquanto sentia o corpo sendo tirado de seus braços e observando a pessoa gemer de dor enquanto era encostado no barranco do qual cairá, ele abriu os olhos lentamente em uma tentativa inútil de entender sua própria situação e, depois de um longo minuto, conseguiu dizer:
—tenho que sair… daqui… ele, ele está chegando…
—Quem? — Perguntou uma das garotas, que junto com os outros dois agora formavam um círculo cercando a pessoa misteriosa
Parecia obvio ao jugar pela situação, mesmo assim, sentindo um frio na barriga, nossa heroína soltou, quase que aleatoriamente uma ordem, fazendo todos obedecerem:
—SHIII, Silêncio! Ouviram isso?
Aproximou o olhar para a floresta de forma tímida, agora dando passos e finalmente subindo o obstáculo de terra, afastando o suficiente para não cair deste, mas não ao ponto de adentrar na morada das árvores além do que sua coragem permitia. Os outros continuaram ao lado do estranho e com o tempo pode-se ouvir um barulho quase inexistente que fez todos pensarem que era apenas fruto de suas mentes assustadas. Entretanto, este pensamento sumiu quando lembraram da aparecia do garoto, que agora tremia e se encolhia cada vez mais sem conseguir segurar um gemido de desespero, aliado ao som que se tornava cada vez mais real, mais próximo. O som lembrava um besta, como o barulho de monstros clichês de filmes de terror antigos ou, para as mentes menos criativas, um rouco, o áspero e finito rugido de Leão. Todos perceberam de onde vinha. Com os instintos a flor da pele e incentivada pelo grito de aviso que o ferido soltou de repente, nossa heroína desviou, com um pulo lateral, de algo que só reconheceu quando equilibrou-se novamente evitando cair no asfalto ao segurar o galho de um arbusto qualquer.
Seus olhos não podiam acreditar no que estava vendo! Reconhecem pelos livros e jogos que tanto gostava.
Um ogro! Um ser corcunda com cerca de 3 metros de altura, tinha uma barriga tão grande quanto e seus músculos eram repletos de cicatrizes e bolhas nojentas. Era asquerosa a forma como se mantinha em pé, mancava de umas das pernas e possuía ferimentos recentes, o que não atrapalhava nem um pouco a sua postura assustadora. Havia dois dentes inferiores que saltavam da boca imunda, um de seus olhos emanavam fúria enquanto o outro era coberto por outra cicatriz também recente.
Rugiu novamente, direcionando o olhar para a menina que quase acertara e depois o estranho de cabelos brancos, caído no chão indefeso, fixando ainda mais o olhar odioso o monstro partiu em ataque ao menino e às três pessoas que cujo receio de abandonar o ferido ou apenas a surpresa não os permitiu fugir. Equipado de seu bastão, ele atacou com todas suas forças. Ramona levou as mãos ao rosto e soltou um grito acreditando ser o fim, entretanto, ao abrir os olhos, viu outra coisa inacreditável, um campo de força agora cobria os que pensou que estavam mortos, e em uma postura quase gloriosa – se não fosse os ferimentos –, com as mão esticadas à frente, em direção ao ogro, o de cabelos brancos olhava com destreza para o atacante. Será que foi ele o criador das cicatrizes nesta monstruosidade? Uma simples criança, tão magricela? E os ataques continuaram um atrás do outro, mas ele manteve o escudo com desdém e os protegidos ficaram boquiabertos. Ramona, no entanto, podendo observar melhor do ângulo em que estava, percebeu a exaustão do estranho, ele estava ferido, o escudo não duraria. O que faria? Buscar ajuda? Eles aquentariam até lá? Quando uma rachadura se formou no campo de força, percebeu que não podia mais pensar. Abaixou-se, pegou uma pedra que acreditou ser grande o suficiente e jogou em direção ao bicho, acertando a cabeça e, finalmente ganhando sua atenção, gritou:
—Ei! Seu estúpido! Por que não meche seu traseiro gordo e vem enfrentar alguém de verdade? Aposto que venço sem os dois olhos, ou talvez um…
Quando teve certeza que conseguiu o que queria, ela adentrou à floresta e logo atrás um ogro de 3 metros mais irritado que nunca
Lá estava eu na quela bela manhã, indo para faculdade de busão, com fones de ouvido pra relaxar ao som de Diaura, e pra afastar qualquer tipo de conversa paralela que pudesse tornar aquela viagem ainda mais chata e insuportável... durante a viagem, meu pai me enviou uma mensagem, me informando que ele tinha colocado credito pra mim, assim quebrando minha abstinência de credito de celular, que já durava quase 5 meses... Logo, um grande sorriso preencheu meu rosto, uma felicidade repentina, capaz de me fazer dá "bom dia" para os velhinhos e comprar aqueles docinhos baratos que as crianças que entram sem pagar no ônibus, oferecem, com aquele olhar de "sou infeliz e a culpa é sua, agora compra essa bagaça, seu veado"... após esse momento de felicidade, em meio a tantos universos que se abriram pra mim através de credito de celular, decidir fazer a tarefa mais simples, e aquela que muitas fazem já por mero costume que é checar o e-mail e o facebook... ao checar o e-mail, fiquei feliz ao vez 2 mensagens de pessoas sugerindo postagens, fechei o e-mail, e fui abrir o facebook, acho que este foi meu maior erro, pois ao abrir esta rede social cheia de pessoas que acreditam no que é postado na "Fatos Desconhecidos", me deparei com essa imagem...
Lá estava o ladraozinho em sua casa, pela manhã, bebendo seu café quente, pensando na vida, pensando em como é ser pobre e não ter dinheiro pra comprar um cházinho, então ele pega 5 reais do seu bolso, e vai comprar um pão com miojo pra comer..
Enquanto voltava pra sua casa, olha para um grande prédio e pensa "Que Edifício enorme" acho que eu posso entrar ae, e roubar alguém, mas acho que não vai ser fácil, ate porque "édificil"..
Quando entra vai até o Ultimo andar do prédio, toma coragem, e entra no elevador e põe seu plano em Prática. (ง ͠° ͟ʖ ͡°)ง Enquanto estava no elevador, decide que irá roubar a bolsa da garota solitária, que acabara de entrar junto com ele... (ง ͠° ͟ʖ ͡°)ง Ele ver que a garota é uma menina dócil, então quando a porta do elevador abre, ele pega a bolsa e sai correndo.. mas ele não sabia que a garota era uma lutadora de MMA
Foi a primeira vez que passou uma noite sem dormir, era uma das coisas que Ramona mais gostava no mundo, mesmo assim, o horário na tela a sua frente marcava 4 h e 29 min da manhã e seu relógio despertaria daqui a 41 minutos indicando a hora de se preparar para a escola. Parou para refletir sobre a situação, por 5 minutos, levando mais tempo do que queria, mas por fim, deu um longo suspiro e domou uma decisão. Salvou o que estava jogando e desligou seu computador. Aproveitou um banho de 3 minutos, vestiu-se. Pegou uma maçã, tirou papel e lápis de sua bolsa e escreveu um bilhete com as seguintes palavras:
"acordei cedo hoje e não consigo voltar a dormir, por isso vou mais cedo para a escola. Voltarei sozinha também, então não me busquem". Satisfeita, colou-o na geladeira, deu uma mordida na maçã, colocou a bolsa pesada em suas costas e saiu pelas escadas de seu apartamento, colocando fones de ouvido no caminho.
O plano era ir em direção ao ponto onde pegaria dois ônibus para chegar em sua escola que ficava em uma cidade vizinha. Tinha a intenção de descansar no caminho, mas sabia que se dormisse só se sentiria mais cansada. Não sabia o que fazer, pois sempre tinha dificuldades para se manter acordada em sala de aula, agora principalmente, por que passou a noite em claro. Seguiu caminho mesmo assim, mantendo na cabeça o consolo de faltar as aulas mais chatas.
Nossa heroína, Ramona Flowers é uma garota relativamente bonita. Não tinha feições esbeltas e nem um corpo de modelo, mas também não era feia. Com 1.60 de altura, ela mantinha uma anatomia curvilínea, mas as vezes disfarçada pelas roupas quase sempre soltas e dificilmente justas ao corpo. Tinha cabelos castanhos e ondulados que caiam até a cintura, ela cortava ele de lado e prendia atrás das orelhas, porque odiava quando caiam ao rosto. As vezes até usava um arco para ajudar a prender. Entretanto não nesta ocasião. Seu rosto por pouco não era redondo e seu nariz era pequeno e fino. Sua irmã sempre dizia que tinha feições delicadas e de “menininha”. Seus olhos também eram castanhos e por serem caídos, Ramona aprendeu a deixa los estreito. Ela tinha a impressão de que diminuía esse detalhe que tanto odiava! Por fim, seu uniforme era uma camiseta comum, que Ramona sempre usava com uma calça que julgava normal e confortável, junto com um all star com estampa de estrelas preto e branco e uma jaqueta cinza com alguns detalhes rosa. Seu rosto começou a ganhar orelhas a pouco tempo. Não conseguia dormir a noite, pois sempre tinha companhia de pesadelos que não sabia de onde vinham.
Era por causa deles que resolveu ir sozinha para a escola. Sentia que precisava caminhar para tentar digerir estes pesadelos que consistia, na maioria das vezes, em ser perseguida por monstros, correr em um corredor sem fim e repleto de portas, ou coisas parecidas. Os lugares e situações eram diferentes, mas em todos eles ela procurava algo. Nunca sabia o que era, mas procurava. Havia vezes em que encontrava pessoas, mas sempre esquecia de seus rostos ao acordar! Era uma sensação desconfortante.
Seguindo caminho em direção ao ponto, Ramona começava a sentir o peso de uma noite inteira em claro. Sentia um mal estar terrível e lutava contra a vontade de voltar para casa e dormir, mentindo para si mesma que não podia, porque havia prova marcada para este dia. Quando finalmente avistou o ponto ao longe, o sol começou a nascer com mais vontade, deixando o céu pintado de um laranja escarlate que escondia a temperatura gélida que fazia. Ramona adorava o crepúsculo. Na verdade, não tinha “tempo preferido”. Todos eram igualmente bonitos para ela, deste o céu limpo à nuvens tempestuosas. Acordando de sua auto-reflexão, ao se aproximar melhor de seu destino, ela reparou que teria a companhia mais 3 pessoas.
-Bom dia!- Disse uma mulher sorridente, de aproximadamente 23 anos, mas um pouco baixinha para a idade. Possuía longos cabelos castanhos, quase loiros. Longos. Eles ultrapassavam os quadris e chegavam ao joelho. Ramona sentiu inveja.
-Bom dia.- Respondeu com educação e observou-a voltar para a conversa que estava tento com uma outra garota, dessa vez com a mesma idade que nossa heroína, apenas 1 ou 2 anos mais velha. Esta era maior que ambas e tinha os cabelos negros, ondulados e cordados até o pescoço. Seus olhos eram castanhos e possuía uma característica tanto de confiança quanto de humildade. Diferente da mais velha, que transmitia um olhar gentil e maduro.
Observou também a terceira pessoa. Um homem… Ou garoto? De aproximadamente 20 anos, tinha pele morena escura e um cabelo incrivelmente negro, além de liso e espetado. “lembra um pouco os índio brasileiro”, pensou nossa heroína. Estava sentado no banco aproveitando a sombra das árvores que se estendiam atrás dele formando uma floresta intensa. Usava uma calça jeans e uma blusa preta com a estampa de uma banda que Ramona não conseguia identificar. Seu porte era médio, não era nem muito magro ou alto e nem mesmo gordo ou baixo. Pensou que todos pareciam boas pessoas. Sempre teve a mania de jugar as pessoas a primeira vista, pelo modo de vestir e aparência. Sentia um certo remorso por isso, mas não conseguia evitar. Entretanto, dificilmente guardava a primeira impressão depois que conhecia a pessoa, mesmo que tivesse uma habilidade para jugar estranhos.
Uma rachada de vento acordou a garota novamente, fazendo-a perceber que o frio era bem maior do que pensava. Agora o chão estava coberto por uma neblina que se estendia até pelas ruas mais distantes e alcançava o joelho de Ramona. Ela tampava as poucas casas que ficava naquela rua e deixava o bosque atrás dela ainda mais sombrio. Era raro um fenômeno desses, principalmente onde morava, a última vez que viu algo assim em sua cidade foi a muito tempo, quando ainda era uma criança. De repente, uma sensação estranha tomou seu coração. Estava tudo deserto. Era cedo, mas muitas pessoas acordavam neste horário e nas ruas vizinhas se encontrava várias lojas e marcenarias. Alguma coisa estava errada, mas não sabia o que. Sempre foi assim. Sentia algo fora do comum, entretanto, quando descobria o porque já era tarde demais. Começou a lembrar de sonhos de tivera, viu-se correndo no meio do nada. Esse cenário, a neblina correndo pelos cantos desviando das árvores e postes telefônicos. Já viu tudo, em algum lugar… Nos sonhos? Um dejavu de sua infância? “estou ficando doida” disse para si mesma.
A visão agora era a de um filme de terror. A estrada que devia dar para um pequeno centro comercial, agora parecia não ter fim de ambos os lados. A sua frente, a casa humilde não existia mais. E por trás, as árvores se estendiam pelo céu em um negro assombroso e as folhas desapareceram por completo. Seus 3 companheiros sumiram e os sons pareceram desaparecer para dar lugar a um zumbido agudo e incomodo que ia ficando mais alto, e alto e alto…
-O tempo está incrível como sempre! Ah, não você sente calor?
-em?
Olhando agora o sol brilhava forte no céu. Devia ser uns 26 graus logo de manha. Faria muito calor esse dia. Percebeu que estava prendendo a blusa de frio contra o corpo e, diferente de antes, estava suando.
-Você está bem? Parece meio pálida.- Continuou a voz, fazendo Ramona perceber que foi a mesma mulher que lhe cumprimentou mais cedo. Agora a atenção dos três, estava voltando para ela, até mesmo o menino.
-Ah… Sim.- se viu obrigada a responder.- Li que faria frio hoje, então trouxe minha jaqueta… E, bem, me distrai e nem percebi o calor.- Completou com uma risada tímida.
-Sério? Em que lugar? Fala sério, estamos no meio do verão!- Agora foi a vez da menina de cabelo preto.
-É mesmo…- Completou distraída pelas outras poucas pessoas que passavam ao redor e pelo seu ônibus que se aproximava bem, bem longe.- você, sabe que dia é hoje?- O garoto continuou quieto, apenas olhando curioso. Foi a mulher que respondeu:
-20 de dezembro. Você tem aula hoje? É feriado, aniversario da cidade
Agora estava explicado a pouco movimentação!
-Eu estudo em vitória. Infelizmente não é feriado l…- Foi interrompida por uma voz, enquanto estendia a mão em sinal ao motorista.
“Socorro!”. Era uma voz distante. Ela se estendia pelo vácuo do pensamento das pessoas ali presentes, que alias, se não contarmos com as pessoas do transporte que parava aos poucos- e não devemos mesmo-, eram 4 no total.
“Não aquento mais”, “Desse jeito… Vou morrer”.
O transporte para o destino de Ramona estava parado em sua frente. O motorista que à encarava perguntou:
-Não vai entrar?
A heroína olhou em volta. As duas garotas e o menino olhavam ao redor, confusos. Sem dúvida ouviram o mesmo que ela. Depois de longos segundos em silêncio, respondeu:
-Desculpa. Eu errei. Este não é o meu ônibus.
Ramona sentia algo fora do comum. Precisava ir ao encontro do dono da voz. Ela iluminou sua mente e lembrou que já vira as 3 pessoas. Em seus sonhos. Nunca lembrava de seus rostos ao acordar, mas estava claro agora. Há algo grande em risco e sua maior motivação era não ir para a escola. Continua...